"Ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada só porque podia fazer muito pouco." - Edmund Burke
imagem:releitura de René Magritte
"Às vezes duvido se uma vida calma e tranquila teria sido conveniente para mim - e no entanto às vezes anseio por isso" (Lord Byron)
segunda-feira, 6 de junho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
*Citação
Não há no mundo amor e bondade bastantes para que ainda possamos dá-los a seres imaginários.´
— Friedrich Nietzsche
— Friedrich Nietzsche
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Estudos sobre o sentido da vida
Desconfio que o sentido da vida seja simplesmente o riso.
-A criança de mãos dadas que passeia com a mãe, me olha apreensiva á espera de um sorriso meu, e quando eventualmente atendo a sua expectativa vejo um olhar satisfeito, que parece contornar os cílios, esticando-se para todo o resto...
- O menino que me pede dinheiro no farol, aguarda antes das moedas, um semblante bem humorado e comovido... Ele me olha, eu sorrio e nego dar-lhe a “esmola”, noto que ele sente-se grato ainda sim.
- Querer o sorriso de quem se ama, é um bom motivo para amar diariamente
- O amor tem naturalmente um semblante feliz, senão não me parece amor, e arisco; seria um vício.
- O público no circo aguarda o sorriso do palhaço, o palhaço só sorri para ver seu publico sorrir, (Essa é a profissão mais bem paga)
- Na escola compreendi que todos aguardavam um sorriso; a menina que “ama” em segredo aguarda o sorriso do menino que a despreza; o menino que marca um gol esforçasse esperando o sorriso dos colegas. -O sorriso entre aluno e professor será gratificação oferecida.
- O riso vence a partida!
- Porque o sexo é um sorriso em parceria
E a gargalhada é conseqüência do orgasmo
-O homem que peca, assume seu pecado com grande honra se o riso por ventura lhe for constante
- porque não ha tremendo engano do que viver a ausência dele
-O poeta que se despede em lágrimas da sua musa, suporta a dor por desconfiar que a poesia da ausência o fará sorrir.
- O riso depois da lágrima é severamente produtivo
Penso eu que deus fez adão para contar-lhe piada...
E até a blasfêmia será aceita num programa de humor.
È possível mesmo que deus tenha sido poeta,
Mas é possível também que nos tenha feito como sua obra de arte; para gozar meramente de sua criação
-A criança de mãos dadas que passeia com a mãe, me olha apreensiva á espera de um sorriso meu, e quando eventualmente atendo a sua expectativa vejo um olhar satisfeito, que parece contornar os cílios, esticando-se para todo o resto...
- O menino que me pede dinheiro no farol, aguarda antes das moedas, um semblante bem humorado e comovido... Ele me olha, eu sorrio e nego dar-lhe a “esmola”, noto que ele sente-se grato ainda sim.
- Querer o sorriso de quem se ama, é um bom motivo para amar diariamente
- O amor tem naturalmente um semblante feliz, senão não me parece amor, e arisco; seria um vício.
- O público no circo aguarda o sorriso do palhaço, o palhaço só sorri para ver seu publico sorrir, (Essa é a profissão mais bem paga)
- Na escola compreendi que todos aguardavam um sorriso; a menina que “ama” em segredo aguarda o sorriso do menino que a despreza; o menino que marca um gol esforçasse esperando o sorriso dos colegas. -O sorriso entre aluno e professor será gratificação oferecida.
- O riso vence a partida!
- Porque o sexo é um sorriso em parceria
E a gargalhada é conseqüência do orgasmo
-O homem que peca, assume seu pecado com grande honra se o riso por ventura lhe for constante
- porque não ha tremendo engano do que viver a ausência dele
-O poeta que se despede em lágrimas da sua musa, suporta a dor por desconfiar que a poesia da ausência o fará sorrir.
- O riso depois da lágrima é severamente produtivo
Penso eu que deus fez adão para contar-lhe piada...
E até a blasfêmia será aceita num programa de humor.
È possível mesmo que deus tenha sido poeta,
Mas é possível também que nos tenha feito como sua obra de arte; para gozar meramente de sua criação
Desconfio porém que eu esteja também errada sobre tais afirmações
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Autobiografia de Afrodite
Fui fecundada entre céu e terra
Esculpida pelas ondas de um mar tranquilo.
Sou órgãos gerados da morte de um deus que odiou seus próprios filhos.
Nasci para o amor
Não fui criança
Tomei forma de mulheres nuas num só corpo
Atravesso ás águas, e sou guiada pelo vento
Sinto-me pouco humana a cada dia que passa,
Esculpida pelas ondas de um mar tranquilo.
Sou órgãos gerados da morte de um deus que odiou seus próprios filhos.
Nasci para o amor
Não fui criança
Tomei forma de mulheres nuas num só corpo
Atravesso ás águas, e sou guiada pelo vento
Sinto-me pouco humana a cada dia que passa,
E gozo da riqueza de minha própria criação,
Mil olhos me vêem com um desejo animal cravado nas pupilas
Tão somente humanos, e não me atiçam os desejos!
Fui pintada num quadro para minha própria observação
E poesia de um homem que contradisse a própria espécie, elevou-se, coroando-se poeta
Amo-o como inspiração para um nascimento eterno
[...]
Meu nome é Afrodite.
Imagem: O Nascimento da Venus, Sandro Botticelli, 1482
quinta-feira, 7 de abril de 2011
sábado, 26 de março de 2011
O Discurso da palavra
Nesses textos poluídos por normas e regras gramaticais, sou uma palavra contadora de histórias, sou parte dessa produção textual, e então me vejo na condição, também, de observadora - anunciante e representante de um gênero;
Vejo nesse texto palavras perversas, palavras encantadoras, palavras complicadas, palavras conformadas e aqueles mal educados palavrões. E todos esses grupos de palavras escorrem ás vezes sobre a mesma pagina (injustiça, talvez), pagina suja!
Quando corremos com lápis, tentando não nos aproximar das palavras anteriores, ou correr até que encontremos uma palavra que seja ao menos parecida com nosso grupo, vemos limites no final da linha, que nos obrigam a migrar para a linha abaixo, tiranos!
Isso, quando não nos obrigam a imigrar para a outra página, não queremos virar a página, o que queremos é cair no abismo, no limite daquele contorno, nomeado linha, queremos muitas vezes sair da linha, afundar, e ver onde chegaremos afinal.
E quando recomeçarmos, em qualquer linha, não queremos ser obrigadas a nos alinharmos num parágrafo, porque afinal isso seria nos igualar ás palavras conformadas, as ditas alinhadas ao sistema ridículo gramatical, que pessoalmente eu acho um grande erro ninguém ter a coragem de desobedecê-lo, não iremos nos igualar! Ah, e queremos deixar claro, que reivindicamos também o uso dos "travessões" indicando quando devemos começar, quem os denominou? São só traços gente! São traços que não dizem nada se não houver quem os acompanhem.
Esses textos são perversos alguns aconselham até vocês a saírem da condição leitor, escritor e se rebaixarem a condição borracha, serio, é ridículo a realidade, mas existem cursos livres para isso, o mercado da borracha vem em crescimento, eles lucram com borrachas! Borracha não pensa, borracha elimina erros, mas não aprendem com esses erros, borracha só faz esquecer o que ia ser escrito, e não foi.
Já ouvi até dizer, que alguns tiramos, esfregam uma borracha na outra, com o pretexto de "limpa-las". Quanta crueldade eliminar características assim!
Mas nós, estamos aqui para pedir á vocês que não se tornem borrachas e nem ás prefiram, não gostamos de borrachas, sinceramente não são nada além de objetos, não falam, são mudas, quadradas, não têm memórias e significados.
Não aconselhamos ninguém a ser borracha, afinal somos palavras.
Caros colegas, não se iludam com textos grotescos, não se enganem com as palavras conformadas, não dê espaços a tantas regras assim, não se sintam limitados com os pontos finais, não prefiram as borrachas, não dêem vozes aos palavrões, não acreditem nas palavras perversas, não façam desse sistema o contexto de novo.
Nós da cooperativa das palavras encantadoras convidamos vocês a fazerem conosco manifestações, nos unindo em poesia em praça pública, em debates estudantis, em discursos políticos, em reflexões, em prosa, em textos, em conversas de bar.
Convidamos vocês para ignorar pontos finais e ir além....
Meu nome é drama, sou uma palavra, tenho anos incontáveis de existência, sou da família das palavras encantadoras, e venho aqui representar meu grupo com o intuito de juntamente com vocês planejar um novo acordo ortográfico rumo à liberdade!
Vejo nesse texto palavras perversas, palavras encantadoras, palavras complicadas, palavras conformadas e aqueles mal educados palavrões. E todos esses grupos de palavras escorrem ás vezes sobre a mesma pagina (injustiça, talvez), pagina suja!
Quando corremos com lápis, tentando não nos aproximar das palavras anteriores, ou correr até que encontremos uma palavra que seja ao menos parecida com nosso grupo, vemos limites no final da linha, que nos obrigam a migrar para a linha abaixo, tiranos!
Isso, quando não nos obrigam a imigrar para a outra página, não queremos virar a página, o que queremos é cair no abismo, no limite daquele contorno, nomeado linha, queremos muitas vezes sair da linha, afundar, e ver onde chegaremos afinal.
E quando recomeçarmos, em qualquer linha, não queremos ser obrigadas a nos alinharmos num parágrafo, porque afinal isso seria nos igualar ás palavras conformadas, as ditas alinhadas ao sistema ridículo gramatical, que pessoalmente eu acho um grande erro ninguém ter a coragem de desobedecê-lo, não iremos nos igualar! Ah, e queremos deixar claro, que reivindicamos também o uso dos "travessões" indicando quando devemos começar, quem os denominou? São só traços gente! São traços que não dizem nada se não houver quem os acompanhem.
Esses textos são perversos alguns aconselham até vocês a saírem da condição leitor, escritor e se rebaixarem a condição borracha, serio, é ridículo a realidade, mas existem cursos livres para isso, o mercado da borracha vem em crescimento, eles lucram com borrachas! Borracha não pensa, borracha elimina erros, mas não aprendem com esses erros, borracha só faz esquecer o que ia ser escrito, e não foi.
Já ouvi até dizer, que alguns tiramos, esfregam uma borracha na outra, com o pretexto de "limpa-las". Quanta crueldade eliminar características assim!
Mas nós, estamos aqui para pedir á vocês que não se tornem borrachas e nem ás prefiram, não gostamos de borrachas, sinceramente não são nada além de objetos, não falam, são mudas, quadradas, não têm memórias e significados.
Não aconselhamos ninguém a ser borracha, afinal somos palavras.
Caros colegas, não se iludam com textos grotescos, não se enganem com as palavras conformadas, não dê espaços a tantas regras assim, não se sintam limitados com os pontos finais, não prefiram as borrachas, não dêem vozes aos palavrões, não acreditem nas palavras perversas, não façam desse sistema o contexto de novo.
Nós da cooperativa das palavras encantadoras convidamos vocês a fazerem conosco manifestações, nos unindo em poesia em praça pública, em debates estudantis, em discursos políticos, em reflexões, em prosa, em textos, em conversas de bar.
Convidamos vocês para ignorar pontos finais e ir além....
Meu nome é drama, sou uma palavra, tenho anos incontáveis de existência, sou da família das palavras encantadoras, e venho aqui representar meu grupo com o intuito de juntamente com vocês planejar um novo acordo ortográfico rumo à liberdade!
sexta-feira, 4 de março de 2011
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